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Criado para
ser um livro útil aos jornalistas e trabalhadores em geral dos veículos
de comunicação, “Datas e Fatos” acabou sendo procurado por pessoas
interessadas em possuir uma lista dos acontecimentos e datas comemorativas
de cada dia do ano. As duas edições destinadas aos profissionais e veículos,
com 5 mil exemplares cada, se esgotaram na
distribuição gratuita patrocinada, respectivamente, por Petrobras,
Volkswagen e grupo Santander-Banespa.
Atendendo
aos pedidos, a Casa do Vídeo optou por lançar uma edição comercial com
o mesmo conteúdo atualizado, dentro das normais legais que permitem a
venda por livrarias e pela Internet. E através da Internet a obra
continuará resgatando o espírito de união e participação - permitindo
correções, acréscimos e consultas - garantindo assim novas edições
atualizadas para seus colaboradores, agora ampliados. Para conhecer melhor a obra, leia, a
seguir, a apresentação da 1ª edição.
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Metido
a
SEBOSO
André Motta
Lima
A vontade de ser o
seboso, assumida por este trabalho, certamente não diz respeito
à mais corrente interpretação do termo, pois não
temos, nem de longe, a pretensão da perfeição ou
mesmo a mania de achar que chegamos perto dela, tal a quantidade de datas
e fatos a conferir.
O seboso em questão vem de um tempo em que telefone, caneta, papel
e máquina de escrever reinavam no meio jornalístico, felizmente
conjugados com o caráter solidário dos profissionais. Poucos
se atreviam a "ser metidos a" alguma coisa que contrariasse
o companheirismo - e cumplicidade - que deveria prevalecer no ambiente
de trabalho.
Seboso - e grande aliado - era aquele livro por demais manuseado, que
deveria ser corretamente chamado de sebenta, segundo me garante hoje o
veterano e acurado redator Fernando Segismundo. Mas, nos idos da década
de 70, era alcunhado seboso, fonte primeira de consulta para a agrura
de qualquer pauta. A agenda telefônica coletiva da redação,
que embutia o compromisso de ajuda mútua, atualizada que deveria
ser por todos os usuários. Mais eficiente que as listas telefônicas,
permitia rapidez e precisão na busca de fontes. Com o tempo foi
transformado em fichário, para melhor renovação das
páginas. E foi perdendo o ar sebento, até se transformar
em agendas eletrônicas individuais, desmembrado em pequenos feudos
de domínio de fontes, época nova em que a competição
superou a solidariedade entre companheiros de um mesmo local de trabalho.
Este é o veículo que "Datas e Fatos" pretende
ser, resgatando um pouco da solidariedade, ao buscar em muitas fontes
da própria imprensa a unificação de dados que permitam,
como diz o próprio subtítulo do trabalho, a alegria do pauteiro
que sobrevive dentro de todos os jornalistas.
E sem culpar a modernidade tecnológica pelos individualismos de
nosso tempo, faz dela o princípio do resgate da solidariedade.
Através do correio eletrônico - ou mesmo através do
convencional, para quem preferir - passaremos a recolher sugestões
de acréscimos (acresce.def@casadovideo.com) e também as
possíveis ou inevitáveis correções (corrige.def@casadovideo.com)
para a pretensão de continuidade, que nos permitirá ser
o seboso de todas as redações e colegas. Para ajudar a busca,
também é possível procurar, via Internet, os fatos
desta obra em ordem alfabética (www.casadovideo.com/fatosedatas),
bem como os nomes de santos e seus dias comemorativos (www.casadovideo.com/santos).
Há, ainda, que se enaltecer a solidariedade dos que se juntaram
a esta iniciativa, reforçando a impressão de que vai ser
possível unificarmos os dados mais úteis para o dia-a-dia
de trabalho, tal foi o ânimo de todos os que ajudaram a checar datas,
conferir grafias e melhor explicitar os fatos, sem nenhuma insinuação
de contrapartida. Impressão que se reforçou pela imediata
acolhida de todos os setores envolvidos dentro da patrocinadora Petrobras
e na ajuda de transporte, a várias partes do Brasil, fornecida
pela VARIG LOG. Infelizmente também foi preciso enfrentar dificuldades.
A morte de Barbosa Lima Sobrinho, presidente da Associação
Brasileira de Imprensa, marcou, em julho de 2000, o fim das inclusões
de fatos e o início de problemas alheios à nossa vontade
que retardaram a publicação da obra.
Por fim, a sensação de quem teve de passar por todos os
dados. Uma verdadeira viagem no tempo, transporte a situações
vividas, descoberta de fatos que ajudam a unificar conceitos. A possibilidade
de imaginar, que aguça a curiosidade, despertando a vontade de
saber mais. É essa, afinal, uma das razões de ser da profissão
de jornalista. A todos os que foram e serão, independente de datas,
artífices dos fatos transformados em notícias, é
dedicado este trabalho, que se espera cada vez mais, "sebosamente",
coletivo.
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